Overbooking Origem e História

​​​​​​​Qual a origem do overbooking? Até o início da década de 1990, com exceção do período da chamada alta estação, o aproveitamento médio dos voos regulares, era de aproximadamente 60% dos assentos oferecidos.

Overbooking Origem e História

Qual a origem do overbooking?

 

Até o início da década de 1990, com exceção do período da chamada alta estação, o aproveitamento médio dos voos regulares, era de aproximadamente 60% dos assentos oferecidos.

 

Essa baixa ocupação permitia às empresas conviverem com os passageiros “no-show” (que desistem de viajar sem avisar a empresa aérea), ou seja, os reservados que não se apresentam para o embarque, sem aplicar penalidade e revalidando os respectivos bilhetes de passagem para outro voo ou reembolsando o valor pago.

 

A partir dos anos 90, notadamente com a sedimentação da “deregulation” caracterizada pela diminuição da interferência governamental no controle da oferta e dos preços das passagens aéreas, a introdução de tarifas reduzidas, a globalização e, principalmente a maior liberdade na concorrência, resultou que em muitos segmentos do transporte aéreo a procura tornou-se maior que a oferta de lugares, significando que o “no-show”, inviabilizando a confirmação de outro passageiro, representa efetivo prejuízo, visto que ao fechar a porta da aeronave, todo o assento não ocupado transforma-se em mercadoria deteriorada.

 

Como solução para evitar ou compensar em parte o prejuízo causado pelo “no-show”, a maioria das empresas aéreas passou a adotar a prática de aceitar reservas em número superior aos assentos disponíveis, com base em uma previsão estimada dos “no-show”. Entretanto, por tratar-se apenas de estimativa, com frequência ocorre a apresentação para embarque de passageiros reservados em número superior aos assentos disponíveis, ficando os excedentes impedidos de embarcar e dando origem ao chamado “overbooking”.

 

Tendo presente o elevado número de “no-show”, (algumas estatísticas mencionam cerca de 18% nos voos domésticos e 12% nos internacionais) a prática do “overbooking tornou-se medida precípua para viabilizar economicamente a operação de certas rotas.

 

Nos serviços da ponte aérea é comum o mesmo executivo confirmar reservas para diversos horários, no mesmo dia. Como essa medida (“overbooking”) é unilateral por parte de um dos contratantes do transporte aéreo, no caso o transportador, enseja perdas e danos à outra parte, o passageiro, cujo transporte contratado não foi honrado. E, essa prática traz prejuízos judiciais para as empresas aéreas, visto que para privilegiarem os no-show correm esse risco.

 

 

 

Responsabilidades e Regulamentação do Overbooking na Legislação Brasileira

 

A prática da estratégia de overbooking é uma questão bastante discutida em âmbito mundial. É um tema polêmico e um tanto contraditório. Uma das questões normalmente levantadas com relação é este tema se refere a quem responsabilizar pela ocorrência de denied boarding nos voos em que isto se configura. Pode-se dizer que o principal responsável pelo no-show é o passageiro full-fare, cujo bilhete desta classe tarifária apresenta poucas ou nenhumas restrições.

 

Em face à política de maximização de receitas, as empresas buscam proteger o consumidor que lhe produz maior lucratividade, ou seja, o passageiro que adquire bilhetes nas maiores tarifas disponibilizadas pela empresa.

 

Assim, o passageiro que arca com a consequência do overbooking é aquele que não possui o direito de ser um no-show (passageiros de classes tarifárias do tipo low-fare), em virtude das restrições associadas às tarifas com desconto.Esta condição gera desconforto aos passageiros desta classe de reserva, visto que se consideram injustiçados por serem penalizados por atos cuja responsabilidade não lhes diz respeito.

 

Todavia, pode-se argumentar que os passageiros full-fare, por pagar maior quantia pelo bilhete, almejando, entre outros fatores, maior flexibilidade atribuída à viagem, obtêm o “direito” de no-show (direito de desistir do voo sem mesmo avisar) enquanto que, em função dos descontos oferecidos nas tarifas promocionais, subentende-se que os passageiros que adquirem estes bilhetes serão, inevitavelmente, potenciais denied boarding em casos de overbooking mal planejado.

 

Esta característica representa aos consumidores mais sensíveis ao preço uma incongruência, fazendo com que se sintam prejudicados e desaprovem a prática de overbooking. A solução para problemas desta natureza passa pela informação clara e precisa das regras e procedimentos adotados pelas firmas em casos de excesso de passageiros.

 

No entanto, apesar do overbooking ser uma estratégia competitiva largamente utilizada por companhias aéreas em todo o mundo, em que tanto a empresa quanto os passageiros podem ser beneficiários, no Brasil ela é pouco conhecida e, principalmente, pouco esclarecida aos usuários do transporte aéreo.

Depoimentos

Dr Airport - © 2020 - Todos os direitos reservado

Empresa de Sites

Nosso atendimento - (11) 94485-0088

Clique para chamar no WhatsApp